quarta-feira, 16 de maio de 2012

Resumo para Geografia - apost. 1


 Pacto Colonial: era o acordo no qual as colônias forneciam matéria prima para as metrópoles e essas forneciam produtos manufaturados para suas colônias.
 DIT (Divisão Internacional do Trabalho): é a divisão de funções produtivas e comerciais.
 Atualmente os países ricos compram matéria prima dos países subdesenvolvidos
 Empresas transnacionais: são aquelas que tem sua sede em um país e parte da produção é em outros países (normalmente subdesenvolvidos) , isso acontece por causa da mão de obra barata.
Dominação Cultural: as nações ricas dominaram economicamente quase todas as partes do mundo, com isso houve mudanças de hábitos e costumes nos países dominados (no modo de vestir, na alimentação, arquitetura, na língua, etc.).
 Causas do endividamento externo:
 - Os países pobres pegam empréstimos com bancos para fazerem grandes obras e devem pagar juros sobre esse dinheiro.
- Os países pobres importam mais do que exportam, ou seja, sai mais dinheiro do que entra.
 FMI (Fundo Monetário Internacional) e Bird (Banco internacional de reconstrução e desenvolvimento): o Bird tem como função conceder empréstimos aos países que precisam de dinheiro para fazer investimentos, e o FMI tem o papel de fiscalizar e coordenar os empréstimos e as politicas adotadas pelas nações endividadas para saber se elas conseguirão pagar.
Mundo subdesenvolvido: entre os países subdesenvolvidos estão periferia periférica, periferia intermediária e periferia privilegiada. A periférica é onde estão os países mais pobres do mundo. A intermediária possui nível de industrialização médio, mas não demonstra possibilidade de melhorar seu nível de desenvolvimento. Periferia privilegiada é formada pelas nações mais industrializadas do mundo pobre, já conseguiram grade avanço nas indústrias e tem capacidade de chegar a níveis semelhantes de economia do mundo rico.
 Mortalidade infantil: é o número de mortes anuais de crianças com menos de um ano a cada grupo de mil. Para manter a saúde de uma criança, a estrutura do país precisa ser adequada.
Trabalho infantil: surge principalmente onde não há acesso ao estudo, por isso o analfabetismo e a falta de escolas nos países pobres andam de mãos dadas com o trabalho infantil.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

ESP - Apócope

Apócope é a perda de uma letra ou sílaba no final de algumas palavras. Isto acontece com alguns advérbios e adjetivos quando estão diante de um substantivo, numeral, advérbios ou adjetivos.
Adjetivos
Os adjetivos cualquiera (qualquer) e grande (grande) sofrem apócope quando estiverem diante de um substantivo no singular masculino ou feminino.
Ex.:
- Juan llegará en cualquier momento.
- Es una gran fiesta para ella.
Quando sofrem apócope:
- Cualquiera passa a ser Cualquier;
- Grande passa a ser Gran.
Também sofrem apócope os adjetivos Bueno (bom), malo (mal), primero (primeiro), tercero (terceiro), uno (um), alguno(algum) e ninguno (nenhum) quando estiverem diante de um substantivo masculino no singular.
Ex.:
- Tomáz es un buen médico.
- Mi padre es un mal cantor.
- Juan fue el primer chico a ganar la medalla.
- Estoy en mi tercer año de estudios.
- Carmen está con algún libro.
- Yo no necessito ningún consejo de él.
Quando sofrem apócope:
- Bueno passa a ser Buen;
- Malo passa a ser Mal;
- Primero passa a ser Primer;
- Tercero passa a ser Tercer;
- Uno passa a ser Un;
- Alguno passa a ser Algún;
- Ninguno passa a ser Ningún.
O adjetivo Santo (santo) sofre apócope quando diante de nomes próprios.
Ex.: San Pedro, San Juan, San Miguel, etc..
Porém há algumas exceções: Santo Tomás, Santo Tomé, Santo Toribio, Santo Domingo.
Quando sofre apócope:
- Santo passa a ser San.
Númerais
Os numerais Ciento (cem) e Veintiuno (vinte e um) sofrem apócope diante de um substantivo feminino ou masculino (este também no plural).
Ex.:
- Ella dice que habían unas cien personas en lo baile.
- Ello cumplió veintiun anõs.
Quando sofrem apócope:
- Ciento passa a ser Cien;
- Veintiuno passa a ser Veintiún;
Advérbios
Sofrem apócope os advérbios Tanto (tanto) e Cuanto (quanto) quando diante de adjetivos ou advérbios.
Ex.:
-Juan está tan cansado.
Quando sofrem apócope:
- Tanto passa a ser Tan;
- Cuanto passa a ser Cuan.

domingo, 22 de abril de 2012

QUI - Separação de Misturas


Os seguintes processos permitem a separação dos vários constituintes de uma mistura. Cada um destes processos tem uma utilização bem definida, dependendo do tipo e das propriedades dos componentes da mistura. A aplicação destes processos deverá ser pensada caso a caso. Poderão haver misturas que necessitem de mais do que um processo para a completa separação dos seus constituintes.
Decantação
Permite a separação de líquidos imiscíveis (que não se misturam) ou um sólido precipitado num líquido. Exemplos: água e areia e água e óleo vegetal.


Pode-se aproveitar a pressão atmosférica e a gravidade para auxiliar no processo de decantação. Um dos líquidos pode ser retirado por sifonação, que é a transferência, através de uma mangueira, de um líquido em um posição mais elevada para outra, num nível mais baixo.

Pode-se ainda usar-se o princípio da decantação para a separação de misturas sólido-gás (câmara de poeira). A mistura sólido-gás atravessa um sistema em zigue-zague, o pó, sendo mais denso, se deposita pelo trajeto.

Filtração
Este é um método de separação muito presente no laboratório químico e também no cotidiano. É usado para separar um sólido de um líquido ou sólido de um gás, mesmo que o sólido se apresente em suspensão. A mistura atravessa um filtro poroso, onde o material particulado fica retido. A preparação do café é um exemplo de filtração.

No cotidiano, o aspirador de pó é o melhor exemplo do processo de filtração. Separa partículas sólidas suspensas no ar aspirado.
Centrifugação
Para separar líquidos não miscíveis (que não se misturam) ou um líquido de um sólido insolúvel em suspensão. Para fazer uma centrifugação é preciso uma centrifugadora. Esta máquina faz rodar a mistura (na qual uma das partes tem que ser líquida) a alta velocidade, provocando a separação pela acção da força que é aplicada (do centro para fora). A separação dá-se devido às diferenças de densidades dos materiais. Normalmente uma centrifugação é seguida de uma decantação.
Ex: separar glóbulos vermelhos do plasma sanguíneo; separar a nata do leite.

Cristalização
Separa um sólido cristalino de uma solução. Na cristalização há uma evaporação do solvente de uma solução provocando o aparecimento de cristais do soluto.
Ex: o aparecimento do sal nas salinas.

Destilação
Separa líquido(s) de sólido(s) dissolvidos ou líquido(s) de líquido(s). Na destilação acontecem duas mudanças de estado consecutivas: uma ebulição (vaporização) seguida de uma condensação. Na ebulição é retirado da mistura o componente com o ponto de ebulição mais baixo, e na condensação esse componente volta à sua forma líquida. Existe um tipo de destilação, a destilação fraccionada, que permite a separação de vários líquidos com pontos de ebulição muito próximos.
Ex: obtenção de água destilada, aguardentes; separação dos diferentes componentes do petróleo.
Destilação fracionada
É um método de separação de líquidos que participem de mistura homogênea ou heterogênea. Quanto mais distantes forem os pontos de ebulição destes líquidos, mais eficiente será o processo de destilação. Eleva-se a temperatura até que se alcance o ponto de ebulição do líquido que apresente valor mais baixo para esta característica e aguarda-se, controlando a temperatura, a completa destilação deste. Posteriormente, permite-se que a temperatura se eleve até o ponto de ebulição do segundo líquido. Quanto mais próximos forem os pontos de ebulição dos líquidos, menor o grau de pureza das frações destiladas. A destilação fracionada é usada na obtenção das diversas frações do petróleo.

Nos alambiques, este tipo de destilação é usado na obtenção de bebidas como a cachaça e o uísque. Na destilação fracionada em laboratório usa-se um equipamento como o mostrado abaixo.

Cromatografia
Para separar substâncias com diferentes solubilidades num determinado soluto. Na cromatografia uma mistura é arrastada (por um solvente apropriado) num meio poroso e absorvente. Como diferentes substâncias têm diferentes velocidades de arrastamento num determinado solvente, ao fim de algum tempo há uma separação dos constituintes da mistura. Este processo é normalmente usado para pequenas quantidades de amostra.
Ex: separação dos componentes de uma tinta.
Separação magnética
Consegue separar componentes que tenham propriedades magnéticas dos que não as possuem. Aproveitam-se as propriedades magnéticas de um dos componentes da mistura para o separar dos outros.

Ex: areia e limalha de ferro; enxofre e limalha de ferro.
Extracção por solvente
Para usar este processo usa-se um solvente que só dissolve um dos constituintes da mistura.
Ex: extracção da cafeína do chá, usando clorofórmio; remover o iodo da água de iodo, com clorofórmio.

Catação
É um método de separação bastante rudimentar, usado para separação de sistemas sólido-sólido. Baseia-se na identificação visual dos componentes da mistura e na separação dos mesmos separando-os manualmente. É o método utilizado na limpeza do feijão antes do cozimento.
Peneiração
Também conhecido como tamisação, este método é usado na separação de sistemas sólido-sólido, onde um dos dois componentes apresente granulometria que permita que o mesmo fique preso nas malhas de uma peneira.
Ventilação
Método de separação para sistemas sólido-sólido, onde um dos componentes pode ser arrastado por uma corrente de ar. Um bom exemplo é a separação da casca e do caroço do amendoim torrado.
Levigação
A água corrente arrasta o componente menos denso e o mais denso deposita-se no fundo do recipiente. Um bom exemplo é a lavagem da poeira do arroz.
Evaporação
Método de separação de misturas sólido-líquido por evaporação do solvente, também conhecido como cristalização. Em recipiente aberto, simplesmente permite-se que o solvente evapore, deixando o sólido. Nas salinas, o sal é obtido a partir da água do mar através deste processo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Lição do Rato

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:

- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa !!

A galinha:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e:
 
- Há ratoeira na casa, ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca e:
 
- Há ratoeira na casa!

- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
 
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
 
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
 
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.
 
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Moral da História:

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. 
 
O problema de um é problema de todos!
PS.: excelente fábula para ser divulgada principalmente na família e em grupos de trabalho!

"Nós aprendemos
a voar como os pássaros,
a nadar como os peixes,
mas ainda não aprendemos
a conviver como irmãos. "
 
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

HIST - Grécia Antiga

GREGOS
Os gregos contribuíram muito para o mundo ocidental, verificamos a presença deste povo nas artes, nos princípios éticos e políticos. Os primeiros povos a ocupar a Grécia foram os Pelasgos em 2000 a.C., porém depois seu território foi invadido por povos indu-europeus conhecidos também como helenos, pois se diziam descendentes de Helen ou Helene, lendário rei da Grécia.
A chegada destes povos foi decisiva para a história política da Grécia, porém eles não realizaram uma ocupação uniforme no território grego.
Com esses povos se iniciavam os tempos homéricos. Homero é o suposto autor das obras “Ilíada” e “Odisséia”, essas obras são grande fonte de referência histórica para se conhecer esse período.

CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO HOMÉRICO
- Tradição e religião eram grande fonte de poder;
- Autoridade nas mãos do mais velho;
- Valorização da coragem na guerra;
- Cultivo coletivo da terra e a produção era repartida entre todos;
Com o crescimento da população e o conseqüente aumento do consumo de alimentos, houve a necessidade de terras mais férteis para aumentar a produção, o que causou várias disputas que acabaram por romper o processo de repartição coletiva.

CONSEQÜÊNCIAS DESSAS DISPUTAS
- Rompimento da repartição coletiva
Desigualdade social
- Migrações: alguns deixavam a Grécia para fundar colônias em outras regiões; outros passaram a viver do comércio e artesanato; outros, ainda tornaram-se pequenos agricultores.
- As unidades políticas se ampliaram até formarem as cidades-Estados.

AS CIDADES-ESTADOS
ESPARTA
Características
- Legislação severa
- Militarismo
- Estrutura social rígida. Dividia a sociedade em 3 grupos.
- Elite: eram os espartanos ou esparciatas. Por serem os únicos considerados cidadãos, podiam controlar a religião a política e os assuntos militares.
- Periecos: eram livres e se dedicavam ao comércio e ao artesanato.
- Hilotas: prisioneiros de guerra, eram a maioria da população.
Os espartanos temiam rebeliões dos hilotas, por esta razão fizeram da cidade um verdadeiro campo militar.
Aos sete anos, os meninos passavam a pertencer ao Estado e eram educados para a guerra, se desobedecessem eram punidos.Toda essa submissão causava transtornos entre as famílias, pois o cidadão espartano servia ao exército até os 60 anos.
O governo espartano era monárquico: dois reis comandavam os exércitos e representavam os interesses das principais famílias espartanas.
ATENAS
Características
- Sociedade dividida em 3 grupos
- cidadãos: eram os proprietários de terra e o grupo mais poderoso.
- metecos: estrangeiros que se envolviam com o comércio e artesanato.
- escravos: não tinham direito político, assim como as mulheres.
- comércio ativo: exportavam: vinho,azeite,artesanato. Importavam: cobre,ferro e trigo.
Antes de se tornar uma Democracia, Atenas conheceu a monarquia, oligarquia ( governo de poucas pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família) e a tirania.

LÍDERES
Drácon (legislador)
Sólon (legislador)
Pisístrato (tirano)
Hípias (tirano)
Hiparco (tirano)
Iságoras (último tirano)
Clístenes (sob seu comando, Atenas entrou em um período de reformas políticas que beneficiavam os mais pobres)
Nos séculos V e IV a.C.(Período Clássico), os gregos se envolveram em várias guerras.
1) Guerras Médicas: lutaram contra os persas, pois estes haviam construído um império que ameaçava as colônias gregas.
2) Guerra do Peloponeso (Atenas X Esparta): Esparta saiu vencedora.
3) Tebas X Esparta: Tebas saiu vencedora.

CONSEQÜÊNCIAS DESSAS GUERRAS
- Enfraquecimento das cidades gregas
- Enfraquecimento bélico

OS GREGOS E OS MACEDÔNIOS
Os Macedônios viviam no norte da Grécia, sem acesso para o mar, isolados geograficamente, porém com a ascensão de Filipe II ao poder, organizaram um exército e iniciaram uma campanha militar no intuito de conseguir uma saída para o mar – essa atitude os levou à conquista da Grécia em 338 a.C.
Foi com Alexandre – O Grande, que o Império Macedônico expandiu-se ainda mais. Alexandre derrotou os persas e os fenícios, chegando a invadir a Mesopotâmia e a dominar o extenso território que ia do mar Mediterrâneo até o rio Indo.
O império macedônico reunia traços ocidentais e orientais, ou seja, era marcado pela variedade cultural. Vários conhecimentos resultaram desse intercâmbio cultural, dentre eles a filosofia.
A mistura de hábitos, idéias e religiões dos povos que viviam sob o domínio macedônio ficou conhecido como cultura helenística.
Havia também uma preocupação com a existência humana e a vontade de ter uma vida mais tranqüila. Qual o papel do indivíduo no mundo?

CULTURA GREGA
Mitologia
Características
- A mitologia grega incluía deuses, semi-deuses e heróis.
- Seus deuses tinham emoções parecidas com os seres-humanos, porém eram imortais. Zeus era o soberano do Olimpo (situado ao norte da Grécia).
- Alguns deuses eram homenageados em templos.
- Os gregos não se preocupavam com a vida após a morte.
- Corpos eram cremados e os cultos eram baseados em sacrifícios humanos.
- Outra forma de homenagear os deuses eram nos jogos pan-helênicos e nas Olimpíadas, feitas em homenagem a Zeus.
- A mitologia grega trazia ensinamentos e exemplos para a reflexão.Os gregos procuravam fornecer explicações para os mistérios da natureza e dos sentimentos humanos.
Arte
Era centrada no homem, ou seja, era antropocêntrica.
- Exemplos de artistas
Escultura: Fídias, Míron e Praxíteles, são os mais conhecidos, porém o primeiro foi o mais atuante.
Teatro: Ésquilo (“Prometeu acorrentado”), Sófocles (“Édipo rei”), Eurípedes (“Medéia”) e Aristófanes (“As nuvens” e “As rãs”).
Poesia: Homero. Suposto autor da ”Ilíada” e “Odisséia”.
A “Ilíada” narra a Guerra de Tróia e a “Odisséia” conta as aventuras de Ulisses ao voltar para casa após o término dessa guerra.
Outros autores: Hesíodo, Heródoto e Tucídides.
Filosofia: Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles.

CONCLUSÃO
A Grécia fez importantes contribuições ao campo da arte, da literatura e da filosofia: seus escultores e arquitetos, poetas e dramaturgos, filósofos e legisladores lançaram as bases longínquas de toda a cultura ocidental; suas colônias estenderam-se até o mar Negro, norte da África e sul da Itália e França, mas a constante rivalidade, sobretudo entre Esparta e Atenas, acabou enfraquecendo a civilização grega permitindo a sua conquista por Filipe da Macedônia em 338 a.C.
Seu filho, Alexandre, O Grande difundiu largamente a civilização helênica, como citado anteriormente.



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HIST - Império Romano

A herança cultural deixada pelos romanos contribuiu para transformá-los no mais importante e influente povo da civilização ocidental.
Alguns fatores contribuíram para a ocupação da região:
- os aspectos físicos (Roma está localizada na Península Itálica)
- o solo fértil (facilitava a produção de alimentos)
- ausência de bons portos (isolando relativamente a região)
A Roma Antiga conheceu 3 formas de governo: Monarquia, República e Império.
MONARQUIA
A forma de governo adotada em Roma até o século VI a.C. foi a Monarquia. Os romanos acreditavam que o rei tinha origem divina.
Esse período foi marcado pela invasão de outros povos (etruscos) que durante cerca de 100 anos, dominaram a cidade, impondo-lhe seus reis. Em 509 a.C., os romanos derrubaram o rei etrusco (Tarquínio – o Soberbo), e fundaram uma República. No lugar do rei, elegeram dois magistrados para governar.

REPÚBLICA
No início da República, a sociedade romana estava dividida em 4 classes: PatríciosClientesPlebeus e Escravos.
A decadência política, social e econômica, fez com que a plebe entrasse em conflito com os patrícios, essa luta durou cerca de 200 anos. Apesar disso, os romanos conseguiram conquistar quase toda a Península Itálica e logo em seguida partiram para o Mediterrâneo.
Lutaram mais de 100 anos contra Cartago nas chamadas Guerras Púnicas e em seguida, ocuparam a Península Ibérica (conquista que levou mais de 200 anos), Gália e o Mediterrâneo Oriental.
Os territórios ocupados foram transformados em províncias. Essas províncias pagavam impostos ao governo de Roma (em sinal de submissão).
As conquistas transformaram exército romano em um grupo imbatível.
A comunidade militar era formada por:
- Cidadãos de Roma, dos territórios, das colônias e das tribos latinas que também tinham cidadania romana
- Comunidades cujos membros não possuíam cidadania romana completa (não podiam votar nem ser votados)
- Aliados autônomos (faziam tratados de aliança com Roma)
Além do exército, as estradas construídas por toda a península itálica também contribuíram para explicar as conquistas romanas.
Os romanos desenvolveram armas e aperfeiçoaram também a técnica de montar acampamentos e construir fortificações.
A disciplina militar era severa e a punição consistia em espancamentos e decapitações. Os soldados vencedores recebiam prêmios e honrarias e o general era homenageado, enquanto que os perdedores eram decapitados nas prisões.
As sucessivas conquistas provocaram, em Roma, grandes transformações sociais, econômicas e políticas.
No plano social, o desemprego aumentou por causa do aproveitamento dos prisioneiros de guerra como escravos. A mão-de-obra escrava provocou a concentração das terras nas mãos da aristocracia (provocando a ruína dos pequenos proprietários de terras que foram forçados a migrar para as cidades).
Na economia, surgiu uma nova camada de comerciantes e militares (homens novos ou cavaleiros) que enriqueceram com as novas atividades surgidas com as conquistas (cobrança de impostos, fornecimento de alimentos para o exército, construção de pontes e estradas, etc).
Além disso, sociedade romana também sofreu forte influência da cultura grega e helenística:
- A alimentação ganhou requintes orientais
- A roupa ganhou enfeites
- Homens e mulheres começaram a usar cosméticos
- Influência da religião grega
- Escravos vindos do oriente introduziram suas crenças e práticas religiosas
- Influência grega na arte e na arquitetura
- Escravos gregos eram chamados de pedagogos, pois ensinavam para as famílias ricas a língua e a literatura grega
Essas influências geraram graves conseqüências sobre a moral: multiplicou-se a desunião entre casais e as famílias ricas evitavam ter muitos filhos.
Tais transformações foram exploradas pelos grupos que lutavam pelo poder e esse fato desencadeou uma série de lutas políticas. A sociedade romana dividiu-se em dois partidos: o partido popular (formado pelos homens novos e desempregados) e o partido aristocrático (formado pelos grandes proprietários rurais). Essas lutas caracterizaram a fase de decadência da República Romana.

IMPÉRIO
Dois nomes sobressaíram durante o Império Romano: Julio César e Augusto.
Após vários conflitos, Julio César tornou-se ditador (com o apoio do Senado) e apoiado pelo exército e pela plebe urbana, começou a acumular títulos concedidos pelo Senado. Tornou-se Pontífice Máximo e passou a ser: Ditador Perpétuo (podia reformar a Constituição), Censor vitalício (podia escolher senadores) e Cônsul Vitalício, além de comandar o exército em Roma e nas províncias.
Tantos poderes lhe davam vários privilégios: sua estátua foi colocada nos templos e ele passou a ser venerado como um deus (Júpiter Julius).
Com tanto poder nas mãos, começou a realizar várias reformas e conquistou enorme apoio popular.
- Acabou com as guerras civis
- Construiu obras publicas
- Reorganizou as finanças
- Obrigou proprietários a empregar homens livres
- Promoveu a fundação de colônias
- Reformou o calendário dando seu nome ao sétimo mês
- Introduziu o ano bissexto
- Estendeu cidadania romana aos habitantes das províncias
- Nomeava os governadores e os fiscalizava para evitar que espoliassem as províncias
Em compensação, os ricos (que se sentiram prejudicados) começaram a conspirar.
No dia 15 de março de 44 a.C., Julio César foi assassinado. Seu sucessor (Otávio), recebeu o título de Augusto, que significava “Escolhido dos Deuses”. O governo de Augusto marcou o início de um longo período de calma e prosperidade.
Principais medidas tomadas por Augusto:
- Profissionalizou o exército
- Criou o correio
- Magistrados e senadores tiveram seus poderes reduzidos
- Criou o conselho do imperador (que se tornou mais importante que o senado)
- Criou novos cargos
- Os cidadãos começaram a ter direitos proporcionais aos seus bens. Surgiu assim três ordens sociais: Senatorial (tinham privilégios políticos), Eqüestre (podiam exercer alguns cargos públicos) e Inferior (não tinham nenhum direito).
- Encorajou a formação de famílias numerosas e a volta da população ao campo
- Mandou punir as mulheres adúlteras
- Estimulou o culto aos deuses tradicionais (Apolo, Vênus, César, etc)
- Combateu a introdução de práticas religiosas estrangeiras
- Passou a sustentar escritores e poetas sem recursos (Virgílio autor de “Eneida”, Tito Lívio, Horácio)
Quando chegou a hora de deixar um sucessor, Augusto nomeou Tibério (um de seus principais colaboradores).
A História Romana vivia o seu melhor período. A cidade de Roma tornou-se o centro de um império que crescia e se estendia pela EuropaÁsia e África.
Após a morte de Augusto, houve quatro dinastias de Imperadores:
Dinastia Julio-Claudiana (14-68): Tibério executou os planos deixados por Augusto. Porém, foi acusado da morte do general Germanicus e teve o povo e o Senado contra ele. Sua morte (78 anos) foi comemorada nas ruas de Roma. Seus sucessores foram Calígula (filho de Germanicus), Cláudio (tio de Calígula) e Nero. Essa dinastia caracterizou-se pelos constantes conflitos entre o Senado e os imperadores.
Dinastia dos Flávios (69-96): neste período, os romanos dominaram a Palestina e houve a dispersão (diáspora) do povo judeu.
Dinastia dos Antoninos (96-192): marcou o apogeu do Império Romano. Dentre os imperadores dessa dinastia, podemos citar: Marco Aurélio (que cultivava os ideais de justiça e bondade) e Cômodo que por ser corrupto, acabou sendo assassinado em uma das conspirações que enfrentou.
Dinastia dos Severos (193-235): várias crises internas e pressões externas exercidas pelos bárbaros (os povos que ficavam além das fronteiras) pronunciaram o fim do Império Romano, a partir do século III da era cristã.
Alguns fatores contribuíram para a crise do império: colapso do sistema escravista, a diminuição da produção e fluxo comercial e a pressão dos povos que habitavam as fronteiras do Império (bárbaros).
A partir do ano 235, o Império começou a ser governado pelos imperadores-soldados (que tinham como principal objetivo combater as invasões).
Com a ascensão de Diocleciano no poder, em 284, o Império foi dividido em dois: Oriente (governado por ele mesmo) e Ocidente (governado por Maximiniano). Cada um deles era ajudado por um imperador subalterno – o César. Diocleciano acreditava que essa estrutura de poder (Tetrarquia) aumentava a eficiência do Estado e facilitava a defesa do território.Diocleciano tomou várias medidas para controlar a inflação.
Seu sucessor (Constantino) governou de 313 até 337.
Constantino legalizou o cristianismo e fundou Constantinopla – para onde transferiu a sede do governo, além de ter abolido o sistema de tetrarquia.
A partir do século IV, uma grave crise econômica deixou o Império enfraquecido e sem condições de proteger suas fronteiras, isso fez com que o território romano fosse ameaçado pelos bárbaros que aos poucos invadiram e dominaram o Império Romano do Ocidente formando vários reinos (VândalosOstrogodosVisigodos, Anglo-Saxões e Francos).
Em 476 (ano que é considerado pelos historiadores um marco divisório entre a Antiguidade e a Idade Média), o Império Romano do Ocidente desintegrou-se restando apenas o Império Romano do Oriente (com a capital situada em Constantinopla é também conhecido como Império Bizantino – por ter sido construído no lugar onde antes existia a colônia grega de Bizâncio), que ainda se manteve até o ano de 1453 quando Constantinopla foi invadida e dominada pelos turcos.
Durante toda a Idade Média, Roma manteve parte da sua antiga importância, mesmo com a população reduzida. Era apenas uma modesta cidade quando foi eleita capital da Itália em 1870.
A civilização romana deixou para a cultura ocidental uma herança riquíssima.
- A legislação adotada hoje em vários países do mundo tem como inspiração o Direito criado pelos romanos
- Várias línguas (inclusive o português) derivaram do latim falado pelos romanos
- Arquitetura
- Literatura



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